segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CONFERENCIA DE TEOLOGIA VIDA NOVA EM NITERÓI-RJ

Por misericórdia do Grande Deus, estivemos em Niterói-RJ participando da Conferencia de Teologia da Vida Nova, cujo tema foi ETICA CRISTÃ num mundo sem Deus! Foi dia 05 e 06/10/2011 e contou com a participação do Dr.Lourenço Stelio Rega de SP, do Poderoso Professor e Dr.Russel Shedd a quem tive a honra de ouvir e aprender, e do Dr.Jonas Madureira ambos também de SP. Compartilharei o material espetacular das minhas anotações da mensagem de ensino do Dr.Shedd aqui, e os que quiserem o material do Dr.Lourenço me enviem um email. O Dr.Shedd ensinou e falou sobre um tema palpitante, atual e necessário para a Igreja Evangélica Brasileira que compartilho com vcs: Ministério Pastoral: Profissão ou Ministério?


CONFERENCIA DE TEOLOGIA VIDA NOVA

ANOTAÇÕES DO 2º DIA – TEMA: Ministério Pastoral: Profissão ou Ministério?

“Dizem que a filosofia fala o que a gente já sabe de uma maneira que nós não entendemos”

Jonas Madureira.

Dr.Russel Shedd.

A primeira pergunta feita aos candidatos ao ministério é: “ Vcs tem o chamado?”

Shedd foi consagrado em Janeiro de 1958.

1) A VOCAÇÃODO PASTOR– A Bíblia não usa a palavra “chamado” mas, dom, desejo de ministério.

Há o chamado interno soberano feito por Deus para a Salvação (1 Co1.9; 1Pe5.10 – 1Pe 2.9 – Predestinação, nesse sentido todos receberam o chamado, Paulo fala do seu chamado para a salvação(Gl1.17), há ainda outras passagens sobre isso (Rm8.30; 9.24; 2Tm 1.19; Ef2.4; Gl 5.8; Deus CHAMA (no presente, Ele continua chamando) 1Ts 5.24; Rm9.11; Gl5.13; 1Ts 4.7 – chamado para a santificação – Ef 4.4; 1Pe 3.9; Ministério Sacerdotal Hb 5.4 – Fala do Min.Sacerdotal e Não do Min.Pastoral – Já que todo filho de Deus é Sacerdote ou Sacerdotisa.

Somos Sacerdotes – 1Pe 2.9; 2.25

Rm12.1; Rm 15.16 – Oferecemos a nós mesmos. Oferecemos a nossos discípulos a Deus, Louvor tb é sacrifício Hb 13.16;

Há o Sacrifício Missionário Fp 4.18 em comparação com Ef 5.2 a palavra grega para “Cheiro suave” é a mesma nos dois textos.

Charisma – É o lugar onde precisamos nos situar para entender o chamado ( Significa Doação do Espírito dotando-nos com essa habilidade para servir)

Dom – Rm 12.6-8 – 3 palavras falam do Pastorado: Ensino (Pastor que é mestre no grego), Encorajamento, Liderança)

1Pe 4.10-11 – O texto divide os que tem o dom de falar dos que tem o dom de servir.

Presbíteros – São os que ensinam.

Barnabé- Fez parte da equipe apostólica mas, não era apóstolo.

2Tm 1.6; 1Tm 3.1 – Fala do desejo de ser Bispo mas, não do chamado como o empregamos. Só seja Pastor se tiver o dom para isso. ESTUDE PRINCIPALMENTE LINGUAS ORIGINAIS POIS, SE VC FALA O QUE ELES JÁ LERAM ( OS MEMBROS DA IGREJA) ENTÃO DIRÃO QUE O PASTOR SÓ LHES DÁ PALHA! RSRSRSSRSRS!

1Tm 4.14 – É o texto sobre o dom de Timóteo. Engraçado que todos os membros são chamados “Irmãos” mas, Timóteo é chamado “O Irmão”, para não haver divisão entre o clero e os leigos.

REFLEXÃO: “VC TEM CERTEZA DE ESTAR CUMPRINDO SUA MISSÃO NA TERRA?”

Timóteo é um “DIAKONOS”, um “DOULOS” 1Tm 1.24. Em 1Ts 3.2 os Pastores trabalham junto, são embaixadores de Deus (2Co 5.20).

Pastores e Mestres – At 20.28

O Pastor deve ser simples!

“O MELHOR CRITÉRIO PARA SE MEDIR A ESPIRITUALIDADE NÃO SÃO OS EXTASES MAS, A OBEDIENCIA” Osvald Chambers.

Atitudes de um Pastor segundo At 20.28:

a)SERVI como um “Doulos” com lágrimas

b)Seu alvo é sempre a Edificação da Igreja, pregar todo designio, todo conselho de Deus.

c)É alguém espiritual que restaura o que caiu.

d)Elogia Timóteo pelo interesse do bem dos Filipenses (Fp2.22)

e)Tem o temor de Deus e da Sua Palavra.

Exemplo: Thomas Shepard , 1)todo sermão que preparava ele chorava.

2)Aplicava a si mesmo o sermão 3)Quando ia ao púlpito pensava sobre seu momento de prestar contas a Deus!

SERIEDADE DA PREGAÇÃO – O pastor primeiro cuida do seu relacionamento com Deus senão acaba se tornando um PROFISSIONAL!

2) O PASTOR PROFISSIONAL

a)é COMPETENTE

b)Tem talento com a Boca, em agradar o Auditório, Carisma.

c) De meia Idade, tem mais experiência.

d)TEM USADO O SUCESSO E OS RECURSOS DO MUNDO NA IGREJA!(Marketing, Vender a si mesmo, Construir um templo que provoque inveja de outros pastores)

e)Exige salário ( Paulo recusou usar esse direito legitimo! )

f) É um sucesso na avaliação dos membros.

g)NÃO OFENDE NINGUÉM – Faria sucesso como político! Por isso muitos pastores vão pra politica , são profissionais!

h)Aparencia

i)Boas Relações.

j)Esquece o Principal: Crescimento espiritual do Rebanho!

L)Quando os números crescem esquecemos o Discipulado. Mas, JESUS GASTOU MAIS TEMPO COM OS 12 ENSINANDO-OS, DO QUE COM OS 5000!!!!!!!!!!

m)INSPIRA CONFIAÇA PELO QUE SABE (CHEIO DE TÍTULOS, E CURSOS) NÃO PELA SUA ESPIRITUALIDADE!

n)trabalha por dinheiro!

o)Tem capacidade de entreter, atrai as pessoas com humor (2Tm4.3)

p)O PROFISSIONAL SE PREPARA PARA AJUDAR AS PESSOAS PSICOLOGICAMENTE NÃO ESPIRITUALMENTE.

q)Não fala de pecado

r)Não fala do sofrimento provocado pelo pecado.

s)Não fala do castigo eterno.

t)Não trabalha pelo reino vindouro por isso procura ajuda de outros profissionais para manter a CLIENTELA, AGRADA O FREGUES!

u)Suas mensagens são SÓ DE AUTO-AJUDA

v)Enfatiza a Igreja como Instituição somente!

x)Projeta a si mesmo pela mídia.

z)Preocupa-se com a resolução de problemas comuns a humanidade (Shedd disse ter sido aluno de Paul Tillich, Bultimann, entre outros universalistas que ensinavam a esquecer o evangelismo pois todos são de Deus! )

acabou o alfabeto) Pode ocupar cargos.

*Preocupa-se com a religiosidade em vez de REALIDADE ESPIRITUAL!

terça-feira, 24 de maio de 2011

O MUNDO NÃO ACABOU!



Com milhões gastos em publicidade e vários seguidores deixando emprego, família e finanças para esperar o fim do mundo no dia 21 de maio, último sábado, o máximo que os seguidores da Family Radio conseguiram foi um vulcão que entrou em erupção na Islândia, mas sem qualquer perigo se quer para os moradores próximos, quanto mais para o mundo inteiro.

O líder grupo evangélico, Pastor Harold Camping (foto), se baseou em uma teoria numérica na Bíblia – basicamente de que Jesus voltaria 7 mil anos depois de ter salvo Noé do dilúvio – para afirmar qual seria o dia exato do fim: o Apocalipse aconteceria devido a um terremoto mundial às 18 horas de cada país. Não foi a primeira vez que o Pastor Harold Camping, 89 anos, errou uma previsão apocalíptica, parece que em 94 também não calculou bem o último dia da Terra.

Muitos seguidores da Family Radio não gostaram de terem continuado vivos: “é claro que é decepcionante”, disse Tom Evans que ainda se defendeu, “quando você como uma pessoa que acredita que Deus está voltando, e você acredita que a evidência é bem clara que ele está voltando, isso é algo que todo o fiho de Deus espera. Em um momento, estaríamos mudados e passaríamos a eternidade com Deus. Eu não tenho vergonha disso. Eu não tenho vergonha de querer esperar por isso.”

Já John Hamsey afirmou que não conseguiu dormir na noite após a não-destruição da Terra, ele havia deixado o emprego e vendido tudo que tinha para doar toda a renda para a Family Radio divulgar a profecia. Momentos antes da hora final ele sentou com a família e juntos choraram, se abraçaram, conversaram, esperaram e perceberam que não foram para o paraíso como previsto. Agora ele, sua mãe e seu irmão precisam conseguir emprego rápido, embora seu irmão ainda esteja em idade escolar.

Mas houve quem defendesse: “Eu não acredito que Harold Camping é um lunático ou um líder da seita, embora alguns irão interpretá-lo como tal”, afirmou o editor evangélico Dr. Timothy Dalrymple que completou: “Eu acredito que ele foi pego em uma forma particular de olhar para as escrituras, e acabou por ser cercado por pessoas que acreditavam no mesmo”. Dalrymple também acredita que Camping foi arrogante ao deixar pessoas fazerem sacrifício para custear a divulgação de sua crença: “Ele deveria ter sido mais humilde.”

O outro lado

Em contrapatida as acusações de que o Pastor Camping conseguiu uma boa grana com as doações para a Family Radio crescem cada vez mais. Muitos doaram tudo que tinham – afinal depois do arrebatamento não ficariam com nada mesmo – e assim outdoors em grandes centros urbanos dos EUA e até no Brasil foram publicados. Apenas em 2007 a Family Radio arrecadou cerca R$152 milhões em doações, isso bem antes da campanha ganhar fama mundial. Como as contas dos outros anos não foram divulgadas, o Pastor pode ser alvo de alguns processos.

Na internet os Twitteiros se divertiram com a profecia, em todas as Américas o tópico era sempre um dos mais falados: “#FimDoMundo cara, amanhã vou ver o show da volta triunfal de Bob Marley, Elvis Presley, Cazuza, Freddie Mercury. Tudo isso em #LiveApocalipse”, comentou um brasileiro; “#iftheworldendsonsaturday eu morrerei virgem”, disse uma mexicana.

Já um blog de humor brasileiro conclamou seus usuários para saber o que eles não fizeram antes do fim do mundo decretado pela Family Radio, os resultados foram os mais inusitados: “O #fimdomundo chegou e eu nunca terminei uma caneta bic”, “O #fimdomundo chegou e eu nunca li nenhum termo de regulamento”, “O #fimdomundo chegou e eu nunca fui para o exterior, só para o Paraguai”, “O #fimdomundo chegou e eu nunca entrei em um taxi falando: siga aquele carro!”, “O #fimdomundo chegou e eu nunca recebi uma resposta da Microsoft sobre meu relatório de erros”, entre outros.

E não foram só internautas que quiseram assistir o fim do mundo rindo, grupos de ateus fizeram acampamentos e festas para “comemorar” a volta de Jesus. Já um ateu empreendedor criou uma empresa para cuidar dos animais de estimação após o arrebatamento de seus donos. Centenas aderiram a idéia e ele precisou criar redes de acolhimento dos animais em vários estados dos EUA tamanha a demanda e o lucro que conseguiu.

Nem o apresentador Willian Bonner conseguiu segurar uma piadinha, em seu Twitter o editor-chefe do Jornal Nacional afirmou: “Não sei. A ideia de a equipe dar tchauzinho para câmera depois do “Boa noite” final do Jornal Nacional me parece exagerada. Vai que o mundo não acaba…”

O Pastor Camping anunciou que teve um fim de semana “difícil” e que irá se pronunciar nesta segunda-feira na Family Radio. Não só os seguidores do grupo querem uma explicação como também vários líderes evangélicos que acreditam que profecias como essas apenas sujam a imagem dos evangélicos no mundo.

FRASES


“Qualquer um pode zangar-se - isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil.” ( Aristóteles)

“O Homem só conhece seu verdadeiro potencial quando age com entusiasmo.”

“Mil velas podem ser acesas por apenas uma, e a vida dessa vela não diminuirá. Felicidade também nunca diminui quando dividida.” ( Buddha)

“Faça melhor hoje o que você fez ontem procure competir consigo mesmo. Supere seus próprios recordes todos os dias.”

“Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado. Mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.” (James Baldwin)

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e de repente você estará fazendo o impossível.” (São Francisco de Assis)

“Mantenha distância de quem tenta diminuir suas ambições. Pessoas verdadeiramente grandes fazem você sentir que você também pode se tornar grande.” ( Mark Twain)

“Meia-verdade é uma mentira inteira.”

“Se você se sente só, é porque construiu muros em vez de pontes.”

“Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher o que plantamos.”

“Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe.”

"Não é errado ter opiniões firmes. Errado é não ter nada além disso." (Anthony Weston)

"Nunca andes pelo caminho traçado, pois ele conduz somente onde outros já foram." (Alexander Grahan Bell)

"Não existe maneira certa de fazer uma coisa errada." (Kenneth Blanchard)

"Para ter talento, é preciso estar convencido de que se possui." ( Gustave Flaubert)

"Todo mundo é ignorante, só que em assuntos diferentes." ( Will Rogers)

"Sabemos o que somos, mas não o que poderemos ser." (William Shakespeare)

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena." (Fernando Pessoa)

"Saber escolher o tempo é saber economizar o tempo. " (Francis Bacon)

"Um homem é conhecido pela companhia que evita." (Anônimo)

"O aumento da sabedoria pode ser medido com exatidão pela diminuição do mau humor." (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

"Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes." (Stephen Kanitz)

"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro." (Sigmund Freud)

"Até a morte, tudo é vida." (Miguel de Cervantes)

"A cada dia, a natureza produz o suficiente para suprir nossas carências. Se cada um tomasse a porção que lhe fosse necessária, não haveria pobreza, guerras, e no mundo todo ninguém mais morreria de inanição." (Gandhi)

"Um cientista eminente anunciou que, em sua opinião, vida inteligente é possível em muitos planetas, inclusive na Terra." (Anônimo)

"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns." (Peter Drucker)

"Não seja insubstituível! Se não puderem substituí-lo, nunca será promovido." (Anônimo)

“Independentemente do que você é, seja bom nisso.“(Abraham Lincolm)

“Qual foi a atitude mais corajosa que você já tomou na vida? Inspire-se nela quando precisar de força.”

“Sem a oposição do vento, a pipa não consegue subir “ (Provérbio Chinês)

“Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.” (Sigmund Freud)

“Às vezes é preciso estar em silêncio para ser ouvido.” (Provérbio Suíço)

“Sempre faço o que não consigo fazer para aprender o que não sei.“ (Pablo Picasso)

“Possua um coração que nunca endurece, um temperamento que nunca pressiona e um toque que nunca magoa.”

“Preste atenção nas pequenas despesas; um pequeno vazamento afunda um grande navio.”

“Procure resolver os problemas antes que se tornem emergências.”

“Se quiser ter o poder sobre outros, exercite-o antes sobre si mesmo.”

“Quanto mais intensa é a sua atividade, maior é a oportunidade de revelar sua inteligência.”

“Enquanto o homem não perder o entusiasmo, não terá perdido nada. Tudo pode ser reconstruído, e melhor.”

“Quando tudo lhe parece perdido, persista por mais um momento. Este momento poderá fazer a diferença entre o Covarde e o Herói.”

“Você nunca terá uma Segunda chance de causar a primeira boa impressão.”

“Tenha sempre em mente que no final, tudo dará certo. Se ainda não deu, é por que ainda não chegou o final.”

“Se as pessoas não aplaudiram seus esforços, não desanime. A maioria da platéia também dorme quando o Sol, ao nascer, dá um espetáculo todo especial.”

“As palavras têm que ser suaves. Os argumentos é que precisam ser fortes.”

“As maiores dificuldades nascem da preguiça. Ela anda tão devagar que a miséria logo a alcança.”

“Aceitar as coisas como elas são, não significa ser conformado. Pode ser preguiça de exercitar sua criatividade.”

“A única satisfação concedida aos pessimistas é a oportunidade de saber, a cada instante, que seus prognósticos estão corretos.”

“A força para superar os seus obstáculos não vêm de fora. Vem de dentro de você.”

“A maior vitória que podemos alcançar é a de superar a inércia, a tendência para o menor esforço.”

“Para viver bem, construa novas pontes e destrua velhas paredes.”

“Um homem nunca terá fracassado enquanto não começar a culpar alguém pelo seu fracasso.”

“Quando você pensa, cria.
Quando você cria, sente.
Quando sente, acredita.
E quando você acredita, acontece...”

“Enquanto muitas pessoas buscam soluções, os pessimistas procuram desculpas.”

“Quem quer fazer alguma coisa acha um meio. Quem não quer, acha uma desculpa.”

“Faça do seu passado um trampolim, não um sofá.”




Fonte: http://www.patriciasantos.com.br/downloads/downloads_frases.html

segunda-feira, 16 de maio de 2011

POR QUE A PL122 É INCONSTITUCIONAL?


Antes de fazer qualquer comentário, é importante frisar que uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar pessoas. No Brasil, pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, se criticamos a prática homossexual, logo somos rotulados de homofóbicos. Na verdade, o PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição, porque o projeto de lei quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa.

Vejamos alguns artigos deste PL:

Artigo 1º: Serão punidos na forma desta lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gêneros.

Comentário: Eles tentam se escorar na questão de raça e religião para se beneficiar. O perigo do artigo 1º é a livre orientação sexual. Esta é a primeira porta para a pedofilia. É bom ressaltar que o homossexualismo é comportamental, ninguém nasce homossexual; este é um comportamento como tantos outros do ser humano.
Artigo 4º: Praticar o empregador, ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta. Pena: reclusão de 2 a 5 anos.

Comentário: Não serão os pais que vão determinar a educação dos filhos — porque se os pais descobrirem que a babá dos seus filhos é homossexual, e eles não quiserem que seus filhos sejam orientados por um homossexual, poderão ir para a cadeia.
Artigo 8º-A: Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º desta lei. Pena: reclusão de dois a cinco anos.

Comentário: Isto significa dizer que se um pastor, ou padre, ou diretor de escola — que por questões de princípios — não queira que no pátio da igreja, ou escola haja manifestações de afetividade, irão para a cadeia.
Artigo 8º-B: Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Pena: reclusão de dois a cinco anos.

Comentário: O princípio do comentário é o mesmo que o do anterior, com um agravante: a preferência agora é dos homossexuais; nós, míseros heterossexuais, podemos também ter direito à livre expressão, depois que é garantida aos homossexuais. O parágrafo do artigo que vamos comentar a seguir "constituiu efeito de condenação".
Artigo 16º, parágrafo 5ª: O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.

Comentário: Aqui está o ápice do absurdo: o que é ação constrangedora, intimidatória, de ordem moral, ética, filosófica e psicológica? Com este parágrafo a Bíblia vira um livro homofóbico, pois qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não queremos impedir ou cercear ninguém que tenha a prática homossexual, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão e religiosa que são garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. A PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual — e fazem isso escorados na questão do racismo e da religião.

domingo, 6 de março de 2011

Os 21 concílios ecumênicos da Igreja.

Os Concílios ecumênicos (universais) realizados pela Igreja, em número de 21, foram marcos importantíssimos na sua História, tendo em vista principalmente as definições da doutrina católica ao longo do tempo, vencendo os erros e heresias que comprometiam a sã doutrina da fé. Esses Concílios, bem como a história dos papas, formam como que a coluna vertebral da História da Igreja e o trabalho do Magistério.


Disse certa vez o Papa Paulo VI que quem não ama a Igreja, não ama Jesus Cristo; uma vez que a Igreja é o Seu próprio Corpo místico. Falando a respeito dos Concílios da Igreja, disse o Papa João Paulo II, em 7/7/96: Como se sabe, um papel particularmente significativo foi desempenhado pelos primeiros quatro Concílios, celebrados entre os anos 325 e 451 em Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia. Para além dos acontecimentos históricos, em que cada um deles se coloca e apesar de algumas dificuldades terminológicas, eles foram momentos de graça, através dos qual o Espírito de Deus concedeu luz abundante sobre os mistérios fundamentais da fé cristã. E como se poderia minimizar a sua importância? Neles estava em questão o fundamento, diria o centro mesmo do Cristianismo.

Em Nicéia e Constantinopla, determinou-se com clareza a fé da Igreja no mistério da Trindade, com a afirmação da divindade do Verbo e do Espírito Santo.

Em Éfeso e Calcedônia discutiu-se a respeito da identidade divino-humana de Cristo. Diante de quem era tentado a exaltar uma dimensão em desvantagem da outra ou de dividi-las em prejuízo da unidade pessoal, foi claramente afirmado que a natureza divina e a natureza humana de Cristo permanecem íntegras e inconfundíveis, indivisas e inseparáveis, na unidade da pessoa divina do Verbo. Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem… Não faltaram certamente, tensões na celebração daquelas assembléias conciliares. Mas o sentido vivo da fé, corroborado pela graça divina, no final prevaleceu também nos momentos mais críticos. Emergiu, então, com toda a evidência a fecundidade daquela autêntica sinergia eclesial, que o ministério do Sucessor de Pedro é chamado a assegurar, não certamente a mortificar… Caríssimos Irmãos e Irmãs, naquele tempo, como sempre, o caminho da Igreja foi acompanhado pela intercessão materna da Virgem Santa, à qual o Concílio de Éfeso em 431, reconheceu o título de ´Theotòkos´, Mãe de Deus, ressaltando assim que a natureza humana, por ela transmitida a Cristo, pertence Àquele que desde sempre é Filho de Deus´(L’Osservatore Romano n.28 de 13/7/96).

01. Concílio de NICEIA I Data: 20/05 a 25/07 de 325
Papa: Silvestre I (314´335)
Decisões principais:
A confissão de fé contra Ario: igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é ´Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai´.
Fixação da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (hemisfério norte).
Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia, Jerusalém.

02. Concílio de CONSTATINOPLA I /Data: maio a junho de 381Papa: Dâmaso I (366´384)

Decisões principais:

´ A confissão da divindade do Espírito Santo, e a condenação do Macedonismo de Macedônio, patriarca de Constantinopla. Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, que é adorado e glorificado com o Pai e o Filho e que falou pelos profetas. Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória (DS 150). Condenação de todos os defensores do arianismo (de Ário) sob quaisquer das suas modalidades. ´A sede de Constantinopla ou Bizâncio (segunda Roma´), recebeu uma preeminência sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia.

03. Concílio de ÉFESO /Data: 22/06 a 17/07 de 431 /Papa: Celestino I (422´432)

Decisões principais:
Cristo é uma só Pessoa e duas naturezas
Definição do dogma da maternidade divina de Maria, contra Nestório, patriarca de Constantinopla, que foi deposto.
Maria é mãe de Deus THEOTOKOS.
Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela a sua natureza divina, mas porque é dela que Ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional , unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne´. (DS 251)
Condenou o pelagianismo, de Pelágio, que negava os efeitos do pecado original.
Condenou o messalianismo, que apregoava uma total apatia ou uma Moral indiferentista.

04. Concílio de CALDEDÔNIA /Data: 08/10 a 1º/11 de 451 /Papa: Leão I, o Grande (440´461)

Decisões principais:
´ Afirmação das duas naturezas na única Pessoa de Cristo, contra o monofisismo de Êutiques de Constantinopla. ´Na linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, ´semelhante a nós em tudo com exceção do pecado´(Hb4,15); gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade.
Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida pela sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase. ´(DS 301´302).
´ Condenação da simonia, dos casamentos mistos e das ordenações absolutas (realizada sem que o novo clérigo tivesse determinada função pastoral).



05. Concílio de CONSTANTINOPLA II /Data: 05/05 a 02/07 de 553Papa: Virgílio (537´555)

Decisões principais:

condenação dos nestorianos Teodoro de Mopsuéstia, Teodoro de Ciro e Ibas de Edessa (Três Capítulos).
´Não há senão uma única hipóstase [ou pessoa], que é Nosso Senhor Jesus Cristo, Um na Trindade… Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e Um na Santíssima Trindade (DS 424)
´Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Pois da mesma forma que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também, não tem senão uma única e mesma operação (DS 421).
´Um Deus e Pai do qual são todas as coisas, um Senhor Jesus Cristo para quem são todas as coisas, um Espírito Santo em quem são todas as coisas´(DS 421).

06. Concílio de CONSTANTINOPLA III /Data: 07/11 de 680 a 16/09 de 681
Papa: Ágato (678´681) e Leão II (662´663)

Decisões principais:
´ Condenação do monotelitismo, heresia defendida pelo patriarca Sérgio de Constantinopla que ensinava haver só a vontade divina em Cristo.
Este Concílio ensinou que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas, mas cooperantes, de sorte que o Verbo feito carne quis humanamente na obediência a seu Pai tudo o que decidiu divinamente com o Pai e o Espírito Santo para a nossa salvação (DS 556´559). A vontade humana de Cristo segue a vontade divina, sem estar em resistência nem em oposição em relação a ela, mas antes sendo subordinada a esta vontade todo poderosa (DS 556; CIC 475).

07. Concílio de NICEIA II / Data: 24/09 a 23/10 de 787 Papa: Adriano I (772´795)
Decisões principais:
contra os iconoclastas: há sentido e liceidade na veneração de imagens.
Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade, e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco (DOC 111).
´Nós definimos com todo o rigor e cuidado que, à semelhança da representação da cruz preciosa e vivificante, assim as venerandas e sagradas imagens pintadas quer em mosaico, quer em qualquer outro material adaptado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas alfaias sagradas, nos paramentos sagrados, nas paredes e mesas, nas casas e nas ruas; sejam elas as imagens do Senhor Deus, dos santos anjos, de todos os santos e justos´ (DS, 600´601).

08. Concílio de CONSTANTINOPLA IV /Data: 05/10 de 869 a 28/02 de 870
Papa: Nicolau I (858´867) e Adriano II (867´872)
Decisões principais:

- extinção do cisma do patriarca de Constantinopla, Fócio, que foi condenado.
- o culto das imagens foi confirmado.

09. Concílio de LATRÃO I /Data: 18/03 a 06/04 de 1123 /Papa: Calixto II (1119´1124)

Decisões principais:
´ confirmação da Concordata de Worms, que assegurava à Igreja plena liberdade na escolha e ordenação dos seus bispos. Fortalecimento da disciplina eclesiástica. Confirmação do celibato sacerdotal.

10. Concílio de LATRÃO II /Data: abril de 1139/Papa: Inocêncio II (1130´1143)

Decisões principais:
´ o cisma do antipapa Anacleto II.
´ vetou o exercício da medicina e da advocacia pelo clero.
´ rejeitou a usura e o lucro.

11. Concílio de LATRÃO III /Data: 05 a 19 de março de 1179Papa: Alexandre III ( 1159´1181)

Decisões principais:
´ fixação da necessidade de dois terços dos votos na eleição do Papa, ficando excluído qualquer recurso às autoridades leigas para dirimir dúvidas do processo eleitoral. Rejeição do acúmulo de benefícios ou funções dentro da Igreja por parte de uma mesma pessoa. Recomendação da disciplina da Regra aos monges e cavaleiros regulares, que interferiam indevidamente no governo da Igreja. Condenação das heresias da época, de fundo dualista (catarismo) ou de pobreza mal entendida (a Pattária, o movimento dos Pobres de Lião ou Valdenses)

12. Concílio de LATRÃO IV /Data: 11 a 30 de novembro de 1215

Papa: Inocêncio III (1198´1216)

Decisões principais:
- a condenação dos albigenses e valdenses;
-condenação dos erros de Joaquim de Fiore, que pregava o fim do mundo para breve, apoiando-se em falsa exegese bíblica; ´ declaração da existência dos demônios como sendo anjos bons que abusaram do seu livre arbítrio pecando;
-Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa´ (DS 800).

- a realização de mais uma cruzada para libertar o Santo Sepulcro de Cristo, em Jerusalém, que se achava nas mãos dos mulçumanos;
-a profissão de fé na Eucaristia, tendo sido então usada a palavra transubstanciação.
-a obrigação da confissão e da comunhão anua.
-fixou normas sobre a disciplina e a Liturgia da Igreja.

13. Concílio de LYON I : Data: 28/06 a 17/07 de 1245/ Papa: Inocêncio IV(1243´1254)
Decisões principais: excomunhão e deposição do imperador Frederico II da Alemanha.

14. Concílio de LYON II Data: 07/05 a 17/07 de 1274 Papa: Gregório X(1271´1276)
Decisões principais:
procedimentos referentes ao conclave, eleição do Papa em recinto fechado;
união da Igreja latina com a Igreja grega (Constantinopla)

15. Concílio de VIENA FRANÇA
Data: 16/10 de 1311 a 06/05 de 1312 Papa: Clemente V (1305´1314)

Decisões principais:
Supressão da Ordem dos Templários; contra o modo de viver a pobreza dos franciscanos, chamados Espirituais, que adotavam idéias heréticas sobre a pobreza; condenação do franciscano Pedro Olivi, que admitia no ser humano elementos intermediários entre a alma e o corpo.

16. Concílio de CONSTANÇA
Data: 05/11 de 1414 a 22/04 de 1418. Papas: situação de vários antipapas:
Decisões principais:
resignação do Papa romano, Gregório XII (1405´1415) deposição do anti Papa , João XXIII (1410´1415) em 29/05/1415 ´ deposição do anti Papa avinhense, Benedito XIII (1394´1415) em 26/07/1417 ´ eleição de Martinho V em 11/11/1417 ´ extinção do Grande Cisma do Ocidente (1305´1378); ´ condenação da doutrina de João Hus, João Wiclef e Jerônimo de Praga, precursores de Lutero. ´ decreto relativo à periodicidade dos Concílios; ´ rejeição do conciliarismo (prevalência da autoridade dos concílios sobre o Papa).

17. Concílio de BASILEIA´FERRARA´FLORENÇA; Papa: Eugênio IV (1431´1447)

Datas e locais: em Basileia de 23/07/1431 a 07/05/1437; em Ferrara de 18/09/1437 a 1º/01/1438; em Florença de 16/07/1439; em Roma, a partir de 25/04/1442.

Decisões principais:
reunião com os gregos em 06/07/1439, com os armênios em 22/11/1439, com os jacobistas em 04/02/1442
questões doutrinárias sobre a SS. Trindade:
´O Espírito Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única expiração… E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente. ´ (DS 1300´1301) Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330). Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho.
´ O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio´(DS 1331).

18. Concílio de LATRÃO V Data: 10/05/1512 a 16/03/1517
Papas: Julio II (1503´1513) e Leão X (1513´1521).
Decisões principais: ´ contra o concílio sismático de Pisa (1511´1512) ´ decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc. ´ condenou a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França. Assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França. Condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a humanidade, de Pietro Pomponazzi. Exigência do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.

19. Concílio de TRENTO
Data: 13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos) Papas: Paulo II (1534´1549) ; Júlio III (1550´1555) e Pio IV (1559´1565)
Decisões principais: ´ contra a Reforma de Lutero; ´ doutrina sobre a Escritura e a Tradição: reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e declarou a Vulgata isenta de erros teológicos. Doutrina do pecado original, justificação, os sacramentos e a missa, a veneração e invocação dos santos, Eucaristia, purgatório, indulgências, etc. decretos de reforma. Quando Deus toca o coração do homem pela iluminação do Espírito Santo, o homem não é insensível a tal inspiração que pode também rejeitar; e, no entanto, ele não pode tampouco, sem a graça divina, chegar, pela vontade livre à justiça diante dele (DS 1525). Tendo recebido de Cristo o poder de conferir indulgências, já nos tempos antiqüíssimos usou a Igreja desse poder, que divinamente lhe fora doado… ´(DS, 1935). Na Sessão VI, cânon 30, afirmou: Se alguém disser que a todo pecador penitente, que recebeu a graça da justificação, é de tal modo perdoada a ofensa e desfeita e abolida a obrigação à pena eterna, que não lhe fica obrigação alguma de pena temporal a pagar, seja neste mundo ou no outro, purgatório, antes que lhe possam ser abertas às portas para o reino dos céus seja excomungado. ´(DS 1580, 1689,1693) A Igreja ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e negam à Igreja o poder de concedê-las (Decreto sobre as Indulgências). Fiéis à doutrina das Sagradas Escrituras, às tradições apostólicas. e ao sentimento unânime dos padres, professamos que os sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo (DS 1600´1601) ´No santíssimo sacramento da Eucaristia, estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente, o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo´(DS 1651).

20. Concílio VATICANO Data: 08/12/1869a 18/07/1870
Papa: Pio IX (1846´1878)Decisões principais: ´ Constituição dogmática Dei Filius , sobre a fé católica, ´ Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e a infalibilidade do Papa quando se pronuncia ´ex´catedra´, em assuntos de fé e de Moral. Questões doutrinárias. Este único e verdadeiro Deus, por sua bondade e por sua virtude onipotente, não para adquirir nova felicidade ou para aumentá´la, mas a fim de manifestar a sua perfeição pelos bens que prodigaliza às criaturas, com vontade plenamente livre, criou simultaneamente no início do tempo ambas as criaturas do nada: a espiritual e a corporal´ (DS 3002). O mundo foi criado para a glória de Deus (DS 3025). Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar (DS 3022). A criação também não é uma emanação necessária da substância divina (DS 3023´3024).´Deus cria livremente do nada´ (DS 3025). Deus conserva e governa com sua providência tudo que criou, ela se estende com vigor de um extremo ao outro e governa o universo com suavidade (Sb8,1).(DS 3003) ´A Santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas´(DS 3004).

21. Concílio VATICANO II Data: 11/10/1962 a 07/12/1965
Papas: João XXIII (1958´1963) e Paulo VI (1963´1978)
Decisões principais:
Procuremos apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir. Pois somos Pastores… ´ (João XXIII aos padres conciliares, na homilia de abertura do concílio). Sobre a importância do Concílio Vaticano II, disse o Papa João Paulo II, em 15/10/1995: Na história dos Concílios, ele reveste uma fisionomia muito singular. Nos Concílios precedentes, com efeito, o tema e a ocasião da celebração tinham sido dados por particulares problemas doutrinais ou pastorais. o Concílio Ecumênico Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo. A essa reflexão impelia´a a necessidade de uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como sinais dos tempos, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus. Foi mérito de João XXIII não só ter convocado o Concílio, mas também ter´lhe dado o tom da esperança, tomando as distâncias dos profetas de desventura e confirmando a própria e indômita confiança na ação de Deus. Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. À distância de trinta anos, é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça. Como pedi na Carta Apostólica Tertio milennio adveniente (n.36) entre os pontos de um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as componentes da Igreja, não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem conciliara passou para a vida, as intituições e o estilo da Igreja. Já no Sínodo dos Bispos de 1985 [sobre o Concílio] foi posto um análogo interrogativo. Ele continua válido ainda hoje, e obriga antes de mais a reler o Concíllio, para dele recolher integralmente as indicações e assimilar o seu espírito… A história testemunha que os Concílios tiveram necessidade de tempo para produzir os seus frutos. Contudo, muito depende de nós, com a ajuda da graça de Deus. ´ (L’Osservatore Romano, 15/10/95)

Documentos promulgados:
1´ Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
2 ´ Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum)
3 ´ Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje (Gaudium et Spes)
4 ´ Constituição Dogmática Sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium)
5 ´ Decreto sobre o Ecumenismo ( Unitatis Redintegratio).
6 ´ Decreto sobre as Igrejas Orientais Católicas (Orientalium Ecclesiarum).
7 ´ Decreto sobre a Atividade Missionária da Igreja (Ad Gentes).
8 ´ Decreto sobre o Munus Pastoral dos Bispos na Igreja (Christus Dominus).
9 ´ Decreto sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros (Presbyterorum Ordinis).
10 ´ Decreto sobre a Atualização dos Religiosos (Perfectae Caritatis).
11´ Decreto sobre a Formação Sacerdotal (Optatam Totius).
12 ´Decreto sobre o Apostolados dos Leigos (Apostolicam Actuositatem)
13 ´ Decreto sobre os Meios de Comunicação Social (Inter Mirifica).
14 ´ Declaração sobre a Educação Cristã (Gravissimum Educationis)
15 ´ Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitates Humanae).
16 .Declaração sobre as Relações da Igreja com as Religiões não´Cristãs (Nostra Aetate).

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um Entendimento Bíblico do Inferno

Um Entendimento Bíblico do Inferno

por

Matt Perman







“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado...” (João 3:17-18). A Bíblia ensina que toda pessoa é culpada de pecado. Pecado é escolher antes o nosso próprio caminho do que o de Deus; é rebelião contra Deus; e num sentido real é um ataque contra a santidade de Deus. Porque Deus é justo e reto, bem como amoroso, Ele não pode meramente fazer vistas grossas para o nosso pecado. Poderia Deus ser realmente justo se Ele não fizesse nada sobre os ataques contra Sua santidade?

A Bíblia ensina que nossos pecados merecem a penalidade de morte. Visto que todos pecaram, isto significa que todos são merecedores do julgamento de Deus no inferno. Por causa do Seu amor, Deus enviou Seu Filho Jesus para nos salvar deste julgamento. Ele morreu na cruz em nosso lugar para pagar a penalidade de nossos pecados. Sendo julgado em nosso lugar, Jesus satisfez a justiça de Deus e fez possível para nós o receber o perdão [NT: isto é, Deus não poderia perdoar sem uma satisfação da Sua justiça].

Deus fez tudo que era necessário para nos resgatar da penalidade de nossos pecados. Nós temos a responsabilidade de responder à livre oferta de perdão de Deus voltando-nos de nossos pecados e confiando em Jesus para nos perdoar e nos dar a vida eterna. A penalidade para os nossos pecados deve ser paga. Aqueles que não aceitam a Jesus e Sua obra sobre a cruz devem pagar, eles mesmos, esta penalidade no inferno por toda eternidade.

O assunto do inferno é deveras muito difícil e aterrorizador. Todavia, ele é um claro ensino da Bíblia e necessita ser entendido; não podemos ignorar os fatos sobre algo que Deus revelou simplesmente porque ele é desconfortável. Este artigo foi escrito para encorajar nosso entendimento e para esclarecer muita confusão sobre este importante assunto.

O Inferno é Real

Jesus repetidamente advertiu sobre o inferno. Por exemplo, veja Mateus 5:21-22, 27-30; 23:15,33. Negar a existência do inferno é, portanto, rejeitar a autoridade de Jesus. Seria estranhamente inconsistente aceitar Jesus como Senhor, mas rejeitar um aspecto de Seu ensino. Além do mais, isto seria colocar uma gigantesca falha moral no caráter de Cristo, se Ele ensinasse sobre a realidade do inferno quando na verdade ele não fosse um perigo para ninguém. Deve ser entendido, contudo, que Jesus não quer que as pessoas vão para o inferno – Ele veio para que pudéssemos ser resgatados através da fé nEle. O inferno é a conseqüência necessária de não aceitar o convite de Cristo para salvação – se alguém recusar estar com Ele no céu, a única alternativa restante é estar separado dEle no inferno.


O Inferno é um Lugar

O inferno é sempre referido como sendo um lugar. A palavra grega usada para inferno nos Evangelhos é gehenna, uma transliteração da expressão hebraica, “Vale de Hinon”. Neste vale (que estava localizado fora de Jerusalém), sacrifícios humanos foram oferecidos aos falsos deuses em vários pontos na história de Israel (2 Reis 16:3; 21:6; 2 Crônicas 28:3; Jeremias 32:35). Mais tarde ele se tornou um “depósito de lixo” de Jerusalém, com um fogo que continuamente queimava consumindo seu entulho. Quando Jesus usou gehenna para se referir ao inferno, isto chamou a atenção dos seus ouvintes para este vale, e eles entenderam o terrível sofrimento que os ímpios experimentariam.

O Inferno é um Lugar de Castigo

Na conclusão de uma parábola, Jesus falou do servo fiel como sendo recompensado, mas disse que o infiel como sendo “cortado pelo meio e separado num lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 24:51). Ambos os Testamentos falam de “cortar pelo meio” como um castigo severo (Deuteronômio 32:41; Hebreus 11:37). Jesus provavelmente não quis dizer que os perdidos serão literalmente “cortados pelo meio”, mas estava usando a expressão para dizer que eles seriam castigados. Algumas passagens adicionais sobre o terrível castigo do inferno são Hebreus 10:29; 2 Tessalonicenses 1:8,9; Apocalipse 19:20; 20:10. Neste ponto, deveria também ser observado que as imagens de fogo no inferno não devem ser tomadas com um literalismo grosseiro, mas são descrições de terror e sofrimento do inferno com uma linguagem do presente mundo.

Há dois aspectos do castigo no inferno – a dor de perda e a dor de sentir. A dor de perda é a ausência de tudo que é bom; mais significativamente é a separação de Deus. Isto não quer dizer que Deus não está no inferno; significa que aqueles no inferno não terão comunhão com Deus e não experimentarão nada de Seu amor, graça ou benção. Em outras palavras, eles serão isolados de qualquer gozo de Sua glória espetacular. Este é o significado da imagem de trevas usada para descrever o destino dos perdidos. Aqueles no inferno experimentarão a ira e a justiça de Deus. A dor de sentir é o sofrimento do tormento no corpo e na alma – a adição de castigo indesejado. Ambos destes aspectos do inferno são transmitidos por Jesus em Mateus 25:41, quando Ele diz aos perdidos “Apartai-vos de mim [a punição de perda], malditos, para o fogo eterno [a punição de sentir – tormento] preparado para o diabo e seus anjos”. Resumindo, o castigo do perdido é a subtração de benção e a punição de sentir é a adição de tormento físico e espiritual. Nesta seção, investigaremos a punição de sentir. Depois, discutiremos a punição da separação.

Castigo envolve exposição à ira de Deus: Hebreus 10:27,31; Romanos 2:5; João 3:36.
Castigo no inferno será um resultado de exposição à ira de Deus. Embora Deus não esteja no inferno em graça e benção, Ele está lá em santidade de ira. João 3:36 diz “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. Apocalipse 14:9-11 diz que “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão. Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome”.

A ira de Deus é a justa afirmação de Sua santidade contra tudo que é impuro; ela resulta no castigo retributivo. Beber a “taça da ira de Deus” significa que o perdido sofrerá diretamente esta ira no inferno. Exatamente como a ira de Deus será experimentada, eu não sei (Romanos 1:18-32 e Judas 7 talvez dêem alguma visão parcial disto). O que é visto claramente é que aqueles no inferno serão atormentados por causa da ira de Deus. Uso de João das palavras “ira” e “sem mistura” mostram o terror de se cair nas mãos do Deus vivo. Devemos notar que Deus tolera pecado somente até quando Ele responde em ira.

Castigo envolve terrível dor: Mateus 13:30, 40-43, 49-50; 18:6-9; 24:51.
Em Mateus 13:42 Jesus diz “E lançá-los-ão [os incrédulos] na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes”. Alguns sustentam que a imagem de fogo significa aniquilação do ímpio. Mas Jesus não associa fogo com aniquilação, mas com dor “ranger de dentes”. Cinco vezes em Mateus Jesus descreve aqueles no inferno como pranteando e rangendo os dentes; as pessoas estão “rangendo os dentes” por causa da terrível dor (veja Mateus 8:12; 13:42,50; 22:13; 24:51). Jesus fala do fogo causando dor, não consumação (veja também Mateus 13:49-50).

Castigo envolve consciente tormento: Apocalipse 14:10,11; 20:10; Lucas 16:23, 28.
Temos visto muitas passagens das Escrituras indicando a terrível dor e tormento do castigo no inferno, que resulta da exposição à ira de Deus. Quase não se precisa dizer que isto tudo será experimentado conscientemente pela pessoa (de outra forma não seria castigo), e isto é confirmado pela famosa parábola de Jesus do homem rico e Lázaro em Lucas 16:19-31. O homem rico, que tinha sido ganancioso e nunca tinha se arrependido de seu pecado, foi para o Hades e experimentou tormento após a morte. Este homem estava ciente e consciente do tormento, a ponto de dizer “Estou atormentado nesta chama”.

Craig Blomberg, um especialista no estudo de parábolas, diz que devemos derivar um ponto a partir de cada personagem principal numa parábola. Tomando os princípios de interpretação de Blomberg, podemos traçar muitos ensinos significativos desta parábola. Primeiro, como Lázaro, haverá vida com Deus para o povo de Deus. Segundo, o impenitente experimentará julgamento irreversível como o homem rico. Note que Jesus deixa claro que não há segunda chance após a morte, mas em vez disso, haverá um abismo intransponível entre céu e inferno (16:26). Terceiro, Deus adequadamente Se revela através das Escrituras de forma que ninguém que negligencia esta revelação pode legitimamente protestar contra o seu destino.

Robert Stein, outro erudito em parábolas, ensina “a regra da tensão final”. Isto significa que Jesus guarda a idéia principal da parábola para o final, a fim de deixar a parte mais significativa nas mentes de Seus ouvintes. O ponto final nesta parábola é que a palavra de Deus é necessária e suficiente para salvação – negligenciá-la é cometer “suicídio espiritual”. A parábola termina com a declaração, “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (16:31). O interesse principal de Jesus parece ser trazer a atenção à severidade de se ignorar a mensagem da Bíblia.
O Inferno é um Lugar de Separação

Tendo examinado o castigo de sentir no inferno, examinaremos o segundo aspecto do horror do inferno – exclusão de Deus e dos outros.


De Deus: Efésios 2:12; 5:8; Romanos 6:23; Mateus 7:23; 8:12; 2 Tessalonicenses 1:8, 9; Judas 13
Em Mateus 7:23 expressa uma das palavras mais chocantes da Bíblia. Tendo advertido dos falsos profetas que parecem bons exteriormente, mas cujos pecados no final das contas os separará, Jesus se volta para o assunto dos falsos discípulos: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Quão terrível será que estas pessoas esperando ganhar entrada no céu no dia do julgamento, somente descobrirão que elas nunca estiveram realmente em comunhão com Jesus. Isto deveria ser um chamado para seriamente examinarmos a nós mesmos e “ver se estamos na fé” (2 Coríntios 13:5).

Mateus 25:30 diz que os perdidos serão “lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes”. Ser lançado nas trevas exteriores simboliza ser excluído da gloriosa luz da presença de Deus, ou seja, é uma ausência de todo bem. O ranger de dentes simboliza o extremo sofrimento e remorso.
2 Tessalonicenses 1:7-9 diz, "Quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder”. Aqueles que não conhecem a Deus serão excluídos de Sua presença para sempre quando Cristo voltar.

Novamente, é importante notar que quando falamos daqueles no inferno como estando “separados” de Deus, isto não significa que Deus não está no inferno. Significa que os perdidos serão separados da comunhão com Ele – eles não experimentarão Sua gloriosa presença e amor, mas antes a Sua ira e desprazer.

De outros: Mateus 8:12; 22:13; 25:30; Judas 13; Apocalipse 22:14
Em Mateus 8:11-12 Jesus novamente declara que os incrédulos “serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes”. Isto está em contraste aos muitos que “virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus”. Os perdidos serão lançados nas “trevas exteriores”, indicando isolamento e separação de tudo que é bom. E como mostrado pela exclusão do banquete, os incrédulos serão excluídos dos gozos do céu e da presença de outras pessoas. Mateus 22:13 e versos seguintes listam descrevem ainda mais o inferno como um lugar de trevas e separação.

O Inferno é um Lugar de Profundo Lamento

Sete vezes é dito que “haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 8:12; 13:42, 50; 22:13; 24:51; 25:30; e Lucas 13:28). O pranto significa um grito profundo numa dor terrível, que resulta num profundo lamento.

O Inferno tem Graus de Sofrimento

Todos que estão no inferno não recebem o mesmo castigo. Embora todas pessoas estarão igualmente separadas de Deus (que é o castigo de perda), ninguém experimentará o mesmo castigo de sentir. Os graus de castigo são baseados sobre a quantia de luz recebida e sobre as obras da pessoa.

De acordo com a luz recebida
Um conhecimento maior de Deus traz consigo uma maior responsabilidade. Isto significa que quanto maior a quantidade de luz rejeitada, maior o julgamento. Isto é evidente em Mateus 11:21-24: “Ai de ti, Corazin! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se operaram, há muito elas se teriam arrependido em cilício e em cinza. Contudo, eu vos digo que para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? até o hades descerás; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Contudo, eu vos digo que no dia do juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para ti”. Aqueles de Cafarnaum teriam um julgamento mais severo porque tiveram mais luz. Este é talvez um conceito preocupante para aqueles de nós nos Estados Unidos, onde há pelo menos três vezes mais Bíblias do que pessoas.

Em Lucas 12:42-48 Jesus é também claro que haverá graus de castigo no inferno. No final de Sua parábola, Jesus distingue os castigos de “muitos açoites” e “poucos açoites” baseado sobre a quantia de conhecimento que os servos infiéis (que representam os perdidos) tiveram da vontade de seus senhores. Ele diz “O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado” (Lucas 12:47-48). O princípio básico é que “a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá” (v. 48).

De acordo com as obras
Paulo diz em Romanos 2:5 que os incrédulos estão “entesourando ira para si mesmos”. A palavra usada para ira nesta passagem é a mesma palavra usada quando Jesus encoraja os crentes para “ajuntar tesouros no céu” (Mateus 6:20). Assim como algumas pessoas têm mais tesouro “ajuntado no céu” por causa de sua obediência à Deus, assim também algumas pessoas têm mais ira “entesourada” para eles mesmos por causa de sua expressa desobediência e rejeição de Deus. Julgamento de acordo com as obras garante que o castigo “conforme o crime” e que o perdido será castigado em proporção com os seus pecados.

Satanás não Governa no Inferno

Um mal-entendido comum é que Satanás governa no inferno. De acordo com a Bíblia, isto não pode ser verdade porque o próprio Satanás será eterna e terrivelmente atormentado no Lago de Fogo. Ele não será capaz de atormentar ninguém mais lá, muito menos governar, por causa do terrível destino que ele estará experimentando.

O Inferno é Eterno

No julgamento, Jesus dirá para os incrédulos: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eteno preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). Este verso mostra que o inferno não foi originalmente criado para os seres humanos, mas para Satanás e seus demônios. Por causa da rejeição da humanidade de Deus, aqueles que recusam vir a Cristo participarão do destino do diabo. Apocalipse 20:10 elabora ainda mais sobre o destino do diabo: “O Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos”. Visto que os incrédulos compartilharão o destino do diabo, e o diabo sofrerá o tormento no inferno para sempre, os incrédulos também sofrerão o tormento eterno. Também observe que Jesus disse que o fogo é eterno, o que não poderia ser dito se o inferno fosse somente temporário.

Mateus 25:46 é o mais claro testemunho de que as pessoas que estão no inferno sofrerão eternamente: “E irão eles [os ímpios] para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. Jesus está traçando um paralelo entre os destinos dos ímpios e dos justos. Visto que ambos destinos são ditos ser eternos, “segue-se necessariamente que ambos devem ser tomados ou com um lugar de longa duração mais finito, ou ambos como um lugar sem fim e perpétuo. As frases ‘castigo eterno’ e ‘vida eterna’ são paralelas e seria um absurdo usá-las numa e mesma sentença para significar: ‘Vida eterna será infinita, enquanto castigo eterno terá um fim’. Por conseguinte, porque a vida eterna dos santos será sem fim, o castigo eterno também...” [1]

Jesus assevera que no inferno “o fogo não se apaga” (Marcos 9:48). Quando o fogo consome seu combustível, ele desaparece. O fogo do inferno nunca desaparecerá porque o seu trabalho nunca é consumado. Portanto, o fogo nunca desaparece porque o ímpio sofre eterno tormento no inferno, não extinção eventual.

A declaração do apóstolo João em Apocalipse 14:9-11 que os ímpios serão atormentados “com fogo e enxofre” refuta a reivindicação aniquilacionista de que o propósito do foto no julgamento é de dar fim à existência de alguém (O aniquilacionismo ensina que os perdidos serão um dia aniquilados no inferno e cessarão de existir). João é claro aqui que o propósito do enxofre é atormentar, não aniquilar.

Que a “fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre” (Apocalipse 14:11) também significa que os sofrimentos do inferno não terão fim. O aniquilacionismo ensina que João pretendia fazer uma distinção entre o fogo e a fumaça quando ele escreveu isso, e, portanto, ele não está dizendo que o castigo será eterno. É dito que embora a fumaça será para todo o sempre, o fogo não durará para sempre (mas somente até os ímpios serem extinguidos e cessarem de existir). Esta é uma séria distorção do texto. A fumaça não pode subir eternamente se não houve fogo para isso. Além do mais, não há indicação que João pretendesse distinguir entre a fumaça levantando para sempre, mas o fogo não durando para sempre.

Apocalipse 20:10 é claro que o Diabo, a Besta e o Falso Profeta perecerão eternamente em tormento: “Eles serão atormentados dia e noite para todo o sempre”. Visto que Jesus ensinou que os incrédulos compartilharão o destino do diabo e de seus anjos (Mateus 25:41), os incrédulos também serão atormentados para sempre. Apocalipse 20:15 também é claro que os incrédulos serão lançados no Lago de Fogo assim como o Diabo será.

Judas 7 diz, “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno”. Primeiro, note que o fogo é um castigo. Depois, observe que ele é eterno. Visto que o fogo denota castigo, e ele é eterno, então, o castigo deve ser eterno. Para aqueles que sustentam que o fogo indica que o ímpio será destruído, devemos notar que Judas claramente define o fogo como sendo um castigo para o ímpio, não um agente para extinguir a existência deles. Uma pessoa precisa existir para ser castigada.

O historiador eclesiástico inglês Richard J. Bauckham acrescenta sobre o uso de Judas de Sodoma e Gomorra como um exemplo terreno e temporal do destino daqueles no inferno: “A idéia é que o lugar das cidades...um cenário de devastação sulfúrica, provê uma evidência já presente da realidade do divino julgamento...De acordo com Philo [um escritor judeu do primeiro século] até estes dias os sinais visíveis do desastre indescritível são observados Síria – ruínas, cinzas, exofre, fumaça e chamas sombrias que continuam a se levantar do chão como se um fogo ainda queimasse lentamente embaixo’...Judas quis dizer que o lugar ainda em chamas é uma imagem de advertência do fogo eterno do inferno”. [2]

Judas 13 diz “Estes [falsos mestres] são ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas”. O negrume, denotando completa separação e isolamento, é “reservado para sempre”; assim, ele não terá fim. Esta declaração é muito clara.

Jesus expele os iníquos para “o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). João diz que isto envolve ser atormentado dia e noite para sempre e sempre (Apocalipse 20:10). A Bíblia é clara – o inferno é eterno.


Os Estados Intermediário e Final

A última coisa que deve ser observada é que a Bíblia distingue entre o estado intermediário e o estado final. O estado intermediário é a separação do corpo e da alma de uma pessoa depois da morte, mas antes da ressurreição do seu corpo (a Bíblia ensina que tanto crentes como incrédulos experimentarão uma ressurreição do corpo). Este “estado intermediário” não é o purgatório, mas é a existência ou no céu com Deus (para os crentes) ou no Inferno excluído de Deus (para os incrédulos). O estado final é a existência dos crentes no novo céu na nova terra após a ressurreição, e para os descrentes a existência no Lago de Fogo (Inferno) depois de sua ressurreição.

A principal diferença entre o estado intermediário e o final é que durante o estado intermediário a pessoa não terá ainda o seu corpo ressuscitado, e no estado final todos terão seus corpos ressuscitados. O estado intermediário para os perdidos não é tecnicamente o inferno. O inferno é o Lago de Fogo após o retorno de Cristo e o Último julgamento. Contudo, os aspectos do inferno que previamente discutimos são verdadeiros tanto com relação ao estado intermediário como em relação ao estado final dos perdidos.

Sofrimento consciente (para os incrédulos) e benção (para os crentes) no estado intermediário é ensinado na parábola de Jesus do homem rico e Lázaro em Lucas 16:19-31. 2 Pedro 2:9 também ensina a existência consciente após a morte, mas antes do julgamento final e da ressurreição: “O Senhor sabe livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados”.
Conclusão

Robert Peterson resume o assunto quando ele diz que as imagens do inferno “chocam nossas sensibilidades. Elas apresentam um destino envolvendo absoluta ruína e perda (morte e destruição), eterna ira de Deus (castigo), indizível aflição e dor (pranto e ranger de dentes), terrível sofrimento (fogo), e rejeição por Deus e exclusão de Sua bendita presença (trevas e separação)”. [3]

Jesus morreu para nos salvar do inferno e nos trazer para o gozo eterno de Sua glória. Tudo o que precisamos fazer é nos voltar para Ele em arrependimento e fé, e Ele nos dará a vida eterna. Não há questão de maior importância nesta vida do que onde passaremos a eternidade.
Notas


NOTAS:

1. Augustine, The City of God, 1001-2 (21.23). Citado em Robert Peterson, Hell on Trial: The Case for Eternal Punishment.

2. Richard J. Bauckham, Jude, 2 Peter, Word Biblical Commentary (Waco, TX: Word, 1983), p. 55. Citado em Peterson.

3. Robert A. Peterson, Hell on Trial: The Case for Eternal Punishment (Philipsburg, New Jersey: PR Press), p. 195. O livro de Peterson foi uma fonte primária para este artigo. É um excelente livro, saturado com as Escrituras, e escrito de uma maneira muito clara.

UMA BOA NOTÍCIA QUE VC NÃO GOSTARIA DE OUVIR

Uma Boa Notícia que Você Não Gostaria de Ouvir!
por
Kennede Soares

Jesus disse: “Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta” (Jo 15:2)
Que pensamento perturbador! Na interpretação de alguns professores da Bíblia, esse versículo quer dizer que, se você não der fruto, não pode ser cristão. Outros dizem que “cortar” significa que, se você persiste numa vida sem provas de salvação, pode perdê-la.
Mas você não acha que a frase “estando em mim” deva ser o ponto principal aqui? O Novo Testamento repetidas vezes descreve o cristão como estando “em Cristo” (por exemplo, 1 Cor 1:20; 2Co 5:17; Ef 2:20; Fil 3:9). Portanto, creio que se pode concluir com segurança que é possível estarmos “em Cristo” e ainda assim sermos como o ramo que não produz nenhum fruto por algum tempo. Se você é como eu, já passou uma semana ou meses vivendo de modo que sabe não estar produzindo fruto. Acredito que é isso que Jesus está dizendo.
Uma tradução mais clara da palavra grega AIRO, que em João 15 é traduzida como “cortar”, seria “tomar” ou “levantar”. Encontramos tradução acertada de AIRO, por exemplo, quando os discípulos “levantaram” doze cestas cheias de comida depois que os cinco mil foram alimentados (Mat. 14:20); quando Simão foi a “carregar” a cruz de Cristo (Mat. 27:32) e quando João Batista chama a Jesus de Cordeiro de Deus que “tira” o pecado do mundo (Jo 1:29).
Na verdade, tanto na Bíblia quanto na Literatura grega, AIRO jamais significa “cortar”. Assim, quando algumas Bíblias traduzem essa palavra como “tirar” ou “cortar” em João 15, é antes uma infeliz interpretação do que clara tradução.
“Levantar” sugere uma imagem de agricultor se abaixando para erguer um galho. Os galhos novos de uma vinha tem a tendência de ir para baixo e crescer perto do chão. Mas não produzem frutos ali. Quando os galhos crescem junto ao chão, as folhas ficam cobertas de poeira. Quando chove, ficam cheias de lama e mofam.
O galho adoece e fica inútil. E o que se pode fazer? Cortar e jogar fora? De jeito nenhum! O ramo é valioso demais para isso. Nós simplesmente passamos pela vinha com um balde de água à procura desses galhos. Nós os levantamos e os lavamos. Em seguida as enrolamos em volta da lata ou amarramos. Dentro de pouco tempo, estão vicejando.
Quando os galhos caem na terra, Deus não os joga fora nem os abandona. Ele levanta os galhos, os limpa e os ajuda a novamente vicejar. Para o cristão, o pecado é como a sujeira que cobre as folhas da parreira. O ar e a luz não conseguem penetrar. O galho fica inerte e o fruto não se desenvolve. Como o nosso Viticultor nos levanta da lama e da tristeza? Como ele retira nosso galho do estéril para o belo, para que possamos começar a encher nossas cestas? A resposta a essa pergunta é que se sua vida não produz frutos de forma constante, Deus intervém para discipliná-la.
Quando necessário, ele emprega medidas dolorosas para conduzí-lo ao arrependimento. Seu propósito é limpá-lo e libertá-lo do pecado para que você possa viver uma vida mais abundante para Sua glória. A Bíblia chama esse processo de disciplina ou correção. Eu o chamo de a melhor boa notícia que você não queria ouvir.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Você Jejua?

Você Jejua?
por
João Crisóstomo

Você jejua? Dê-me prova disto por suas obras.
Se você vê um homem pobre, tenha piedade dele.
Se você vê um amigo sendo honrado, não o inveje.
Não deixe que somente a sua boca jejue, mas também o olho e o ouvido e o pé e as mãos e todos os membros de nossos corpos.
Que as mãos jejuem, sendo livres de avareza.
Que os pés jejuem, cessando de correr atrás do pecado.
Que os olhos jejuem, disciplinando-os a não fitarem o que é pecaminoso.
Que os ouvidos jejuem, não ouvindo conversas más e fofocas.
Que a boca jejue de palavras vis e de criticismo injusto.
Porque, qual é o proveito se nos abstemos de aves e peixes, mas mordemos e devoramos os nossos irmãos?
Possa Aquele que veio ao mundo para salvar pecadores nos fortalecer para completarmos o jejum com humildade, tendo misericórdia de nós e nos salvando.

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT.

Este artigo é parte integrante do portal http://www.monergismo.com

sábado, 13 de novembro de 2010