PENTATEUCO - AULA 2

NOTAS DE AULA 2 – PENTATEUCO 10/03/2009

1.Imagem de Deus no Homem
* o que é?
*Conceitos de Antropomorfismo – Deus definido como possuindo atributos humanos.
2. EXODO

*Um rei que não conhecia José ( Ex 1.8 ) – Por que naum temos escritos egípcios que comprovem a história de José narrada na Bíblia ??????
Resp: De 1730 a.C. a 1580 a.C. foi o domínio Hicso na região, de natureza que José não se relacionou com Egípcios e sim com os Hicsos.

*Os Nomes de Deus

*A Páscoa
Comendo um Cordeiro e as implicações para nós no NT...TL.Osborn

*O TABERNÁCULO
"As figuras das coisas que estão no céu" (Hb 9:23) não podem ser interpretadas pela mente natural, ainda mesmo a mais cultivada. Devem ser lidas à luz do céu. O mundo não tem nenhuma luzque possa revelaras suas belezas. Aquele que produziu as figuras é o único que pode explicar o que elas significam. E Aquele que deu os símbolos é quem pode interpretá-los.
Para a vista do homem parecerá que há irregularidade na maneira como o Espírito apresenta o mobiliário do tabernáculo; mas, na realidade, como poderia esperar-se, existe a mais perfeita ordem, a precisão mais notável e a exatidão mais minuciosa. Desde o capítulo 25 ao capítulo 30, inclusive, temos uma parte distinta do Livro do Êxodo. Esta parte subdivide-se em duas partes, das quais a primeira termina no versículo 19 do capítulo 27, e a segunda no fim do capítulo 30. A primeira começa com a descrição da arca do concerto, dentro do véu, e termina com o altar de bronze e o átrio no qual o altar devia ser posto. Quer dizer, dá-nos, em primeiro lugar, o trono do juízo do Senhor, sobre o qual Ele se assentava como Senhor de toda a terra; e este trono conduz-nos àquele lugar onde o Senhor encontra o pecador em virtude e com base na obra de uma expiação consumada. Depois, na segunda parte temos a maneira de o homem se aproximar de Deus—os privilégios, as honras, e as responsabilidades daqueles que, como sacerdotes, podem aproximar-se da presença Divina para prestarem culto e gozarem da Sua comunhão. Deste modo a ordem é perfeita e bela. Como poderia ser de outro modo, visto que é divinal A arca e o altar de bronze apresentam, em certo sentido, dois extremos. A primeira era o trono de Deus estabelecido em "justiça e juízo" (SI 89:14). A última era o lugar onde o pecador podia aproximar-se, porque "a misericórdia e a verdade" iam adiante do rosto de Jeová. O homem, por si mesmo, não ousava aproximar-se da arca para se encontrar com Deus, porque o caminho do santuário não estava ainda desco¬berto (Hb 9:8). Porém, Deus podia vir ao altar de bronze para encontrar o pecador. "A justiça e o juízo" não podiam admitir o pecador no santuário; mas a misericórdia e a verdade podiam fazer sair Deus—não envolto naquele resplendor irresistível e majestade com que costumava brilhar do meio das colunas místicas do Seu trono—"os querubins de glória"—, mas rodeado daquele ministé¬rio gracioso que nos é apresentado, simbolicamente, no mobiliário e nas ordenações do tabernáculo.
As Cores
Branco - pureza. Azul - cor do céu. Púrpura - cor imperial. Escarlata - cor dos reis de Israel. Por isso vestiram a Jesus com um manto escarlata (Mt 27.28). Carmesim - sangue. O Messias cruci¬ficado. Há semelhança entre carmesim e escarlata. O contexto pode ajudar a entender.

Os Metais
Ouro - o metal do santuário. Símbolo da divindade de Cristo.
Algumas vezes vem a expressão “ouro puro''. Outras figuras são mencionadas como de "ouro" sem o qualificativo.
Prata. Simboliza a redenção, base de tudo, meio de aproximação entre o pecador e Deus. Conferir Êxodo 30.11-16; 38.25-28. Em Eclesiastes 12.6, aparece "o cordão de prata", quer dizer o fio da vida.
Lembra a medula que tem a forma dum cordão branco. Quando se quebra, a pessoa morre.
Cobre - Pode ser entendido também como bronze. Estava no pátio, o altar e a pia eram de cobre. Lembra a purificação. No pátio a pessoa se purificava: da culpa, no altar, oferecendo um sacrifício; na pia se purificava de qualquer contaminação, lavando-se com água.

Outros Objetos
Madeira - Tipo da humanidade de Jesus. Usava-se madeira de lei, incorruptível. Na pia e no castiçal não havia madeira, porque seu sentido era: purificação, a pia; e luz divina, o castiçal.
Linho - Pureza e Santidade. Em Apocalipse 19.8b, lemos: "...o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos".

As Partes do Tabernáculo
No Pátio: o altar de cobre para os sacrifícios e a pia.
No Lugar Santo: a mesa, o castiçal e o altar de incenso.
No Santo dos Santos: a Arca.

Simbolismo de cada Peça do Tabernáculo
Todo o Tabernáculo - A presença de Deus.
O pátio ou átrio - limites de aproximação do pecador a Deus.
Lugar Santo - formas de aproximação de Deus.
Santo dos Santos - Centro ou coração do Tabernáculo.
Altar de cobre - Remissão.
Pia - Santificação.
Mesa dos pães - Consagração ou comunhão com Deus.
Castiçal - Testemunho.
Altar de incenso - Oração ou adoração.
Arca - Presença de Deus.



3. O LevItico

Mas à medida que a alma progride na vida divina torna-se consciente do fato que esses pecados que cometeu não são mais que rebentos de uma raiz, correntes de uma mesma fonte; e, além disso, que o pecado na sua natureza — ou seja: na carne — é essa fonte, essa raiz. Isto conduz-nos a um exercício íntimo ainda mais profundo, que nada pode tranqüilizar senão um conhecimento mais profun¬do da obra da cruz. Em suma, a cruz deve ser compreendida como o lugar onde Deus Mesmo "condenou o pecado na carne" (Rm 8:3).
O leitor há - de notar que esta passagem não diz "pecados na vida", mas a raiz de onde os pecados provêm, a saber, o "pecado na carne".
E uma verdade de grande importância. Cristo não somente morreu por nossos pecados, "segundo as Escrituras" (1 Co 15:3), como foi feito pecado por nós (1 Co 5:21). Esta é a doutrina do sacrifício da expiação do pecado.
E quando o coração e a consciência encontram descanso medi¬ante o conhecimento da obra de Cristo, que nos podemos alimentar d'Ele como o fundamento da nossa paz e do nosso gozo, na presença de Deus. Não pode haver paz ou gozo antes de sabermos que todas as nossas transgressões foram perdoadas e o nosso pecado julgado. A expiação da culpa e a expiação do pecado têm de ser conhecidas antes que os sacrifícios pacíficos, de manjares ou de ações de graças possam ser convenientemente apreciados. Por isso, a ordem em que está o sacrifício pacífico corresponde à ordem da nossa apreciação espiritual de Cristo.
Nota-se a mesma perfeita ordem em referência à oferta de manjares. Quando a alma é levada a apreciar a doçura da comunhão espiritual com Cristo — a alimentar-se d'Ele em paz e gratidão na presença divina — sente um desejo arrebatador de conhecer melhor os mistérios gloriosos da Sua pessoa; e este desejo é ditosamente satisfeito na oferta de manjares, que é o tipo da perfeita humanidade de Cristo.
Em seguida, no holocausto, somos conduzidos a um ponto para além do qual é impossível ir, e esse ponto é a obra da cruz, realizada sob as vistas de Deus como expressão do afeto inquebrantável do coração de Cristo. Todas estas coisas nos serão apresentadas em belos pormenores, à medida que as examinarmos; aqui considera¬mos apenas a ordem dos sacrifícios, a qual é verdadeiramente maravilhosa, seja qual for o sentido em que caminharmos, seja exteriormente de Deus para nós, ou intimamente de nós até Deus. Em qualquer dos casos começamos e terminamos com a cruz. Se começamos com o holocausto, vemos Cristo na cruz fazendo a vontade de Deus — fazendo expiação, segundo a medida da Sua perfeita rendição a Deus. Se começamos com a expiação da culpa, vemos Cristo na cruz levando os nossos pecados e tirando-os, segundo a perfeição do Seu sacrifício expiatório; enquanto que em cada um e em todos eles vemos a excelência, a beleza e a perfeição da Sua divina e adorável pessoa.

Levítico é livro que trata da santificação do povo de Deus. O Êxodo lembra a conversão. Israel foi livre da escravidão do Egito, figura da escravidão do pecado, fez o Tabemáculo e estava ao pé do monte Sinai, onde Deus deu a Lei. Foi armado o Tabemáculo e a glória do Senhor o encheu, em forma de nuvem de dia e de fogo à noite (Êx 40.34,38).
Ali deu Deus as instruções sobre o cerimonial de Levítico, que representa todos os detalhes da obra de Jesus Cristo na cruz.
Quem estuda cuidadosamente este livro, vê que antes pouco sabia da razão pela qual Jesus morreu crucificado.
A tipologia de Jesus no livro de Levítico está nas cinco ofertas no Dia da Expiação e nas festas do capítulo 23. Propriamente no capítulo 23, a parte mais interessante é a oferta das primícias.
As cinco ofertas são descritas nos capítulos 1 a 7 e explicam tudo que foi realizado no Calvário. Formam um todo, mas podem ser estudadas separadamente, assim será dada maior atenção aos pormenores.

Fatos a Respeito das Cinco Ofertas
1- Foram ordenadas ainda que eram voluntárias.
2- Todas, exceto a de manjares, tinham sangue.
3- Todas, exceto a de manjares, eram expiatórias.
4- O sangue derramado era um sacrifício, a entrega de uma vida, uma substituição.

As Cinco Ofertas em Ordem
1 - O holocausto - (com sangue) 1.1-17 e 6.8-13.
2 - A oferta de manjares - (sem sangue) 2.1-16; 6.14-23.
3 - A oferta pacífica - (com sangue) 3.1-17; 7.11-34; 19.5-8; 22.21-25.
4 - A oferta pelo pecado - (com sangue) 4.1-35; 6.24-30.
5 - A oferta pela culpa - (com sangue) 5.14-19; 7.1-17. Cristo como holocausto - Pela perfeita obediência até a cruz,
Ele satisfaz a justiça. O primeiro homem desrespeitou a Deus. O segundo o glorificou. Pela obra da cruz veio mais glória para Deus do que a que Ele perdeu pela queda de Adão. Esta oferta é a que vem em primeiro lugar.
Cristo e a oferta de manjares - Nesta aparece sua perfeição. Depois de apresentar o sangue precioso que nos deu a paz, Ele alegra a Deus pelo que é em si mesmo.
Cristo e a oferta de paz - Colocando-se entre Deus e os homens, Jesus Cristo nos trouxe a paz. Esta oferta encerra o significado da reconciliação.
Cristo e a oferta pelo pecado - O Evangelho ensina que Ele se ofereceu por nossos pecados e agora pode perdoar.
Cristo e a oferta de culpa - Uma falta, um pecado é consi¬derado por Deus como uma dívida que tem de ser paga. É também um sujo ou impureza que deve ser lavada. Com a sujeira não poderíamos ir ao Santo dos Santos. Jesus Cristo se fez pecado por nós, para nos lavar. Seu sangue "nos purifica de todo o pecado'' (1 Jo 1.7b). "Se alguém pecar, temos um advogado" (1 Jo 2.1b).
O livro de Levítico começa com a voz do Senhor chamando Moisés, da tenda da congregação (Lv 1.1b). Lembra a voz dos céus que disse: "...Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo'' (Mt 3.17b).
A exortação aqui não se dirige ao pecador perdido, mas aos que têm um pacto com Deus e aos corações movidos pela gratidão, a ponto de trazerem uma oferta a Deus.
Fala aos que voluntariamente desejam trazer alguma coisa que Ele aprova. O que trazem lembra Jesus Cristo.Aqui não se trata de obrigação. É "quem quiser", "qualquer pessoa", "se alguém..."

As Cinco Ofertas e os Evangelhos
A oferta de manjares (sem sangue) representa a perfeição do Homem Jesus.
Mateus, apresenta o perfeito Messias de Israel;
Marcos, o Servo perfeito;
Lucas, o Varão perfeito;
João, o Filho de Deus feito carne.

As Quatro Ofertas de Sangue e os Quatro Evan¬gelhos
Mateus - Oferta pela culpa - Cristo encontra o pecador no momento de sua necessidade, quando ele reconhece sua dívida para com Deus. O livro se ocupa com o pensamento do pecado como débito, ou uma ofensa ao governo divino.
Marcos - Oferta pelo pecado - A ênfase está no pecado como mancha ou nódoa. A oferta de pecado olha para a cruz.
Lucas - Oferta pacífica - A paz deve ser entendida como base da comunhão com Deus. Os capítulos 14 e 15 de Lucas mostram o caminho pelo qual Deus, em sua graça, vem ao encontro do homem e o atrai para si.
João - Holocausto - Nosso Senhor é a oferta queimada, dá-se a si mesmo, como um sacrifício de cheiro suave a Deus. Não há referência em João ao grito de angústia:”Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Este grito se refere ao pecado e à culpa. Só pode aparecer em Mateus e Marcos. Não poderia vir onde a morte é vista como aquilo que glorifica plenamente a Deus num mundo onde ele é desprezado.

Significação das Ofertas
1 - Holocausto - consagração pessoal.
2 - Manjares - Consagração dos bens.
3 - Pacífica - Comunhão com Deus.
4 - De Pecado - Perdão.
5 - De Culpa - Restituição.

A Oferta de Holocausto (Lv 1.1-17; 6.8-13; 7.8)
Era diferente das outras quatro, porque nela a carne da vítima era toda queimada. Representa a consagração pessoal.
Um exemplo se acha nas igrejas da Macedônia que "...não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus" (2 Co 8.5). É a consagração completado próprio ser, para a obra de Deus.

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